Inaugurando aqui uma nova aba aqui no site com algumas leituras que já fiz...apenas pra compartilhar mesmo. Uma das melhores leituras esse ano foi Ressuscitar Mamutes da jornalista e escritora contemporânea Silvana Tavano.
Sinopse:
Ressuscitar mamutes aborda o luto. A protagonista do romance – narrado em primeira pessoa e caracterizado pela diluição de fronteiras entre personagem e figura autoral – perdeu a mãe no início dos anos 2000, logo, somos apresentados a essa figura materna por meio da elucubração da filha sobre a perda. A mãe morreu de forma repentina, após uma cirurgia, deixando duas filhas. Entre o nascimento da mais velha e da caçula, sofreu alguns abortos. Trata-se de uma mulher que se separou e não voltou a se casar, que conheceu o marido na igreja e viajou com a filha após o divórcio. Uma mãe e avó querida pelos netos.(fonte: Oodisseu)
Que livro agoniado, angustiante, interessante, diferente...o tempo assume quase que um protagonismo e a gente se pergunta o que seria passado, presente ou futuro...como não viver uma história, seja qual for e fica pensando em como seria SE tivesse um futuro...mas não teve...e SE a gente pudesse imaginar uma história diferente pros nossos pais depois que eles se vão? A Silvana faz isso de forma brilhante.
Ah e os mamutes? Ela disse que tava assistindo a um documentário sobre o tema e daí surgiu a ideia pro romance. Mas que interessante seria ressuscitar e reescrever o passado, não é?!
“[…] Como pontas de um iceberg, cenas que o trauma congelou emergem, compactadas em paisagens desconhecidas: a filha que não consegue entrar no mundo da mãe; a mãe inacessível durante a vida e na morte – minha mãe acenando de uma casa desconhecida, que só consigo vislumbrar de fora.”
Silvana Tavano em ‘Ressucitar Mamutes’ (p. 25).
Pra quem vive o luto, um livro difícil; pra quem gosta de boa literatura, uma ótima pedida.



